Carregando resumo da matéria…
Pronto para reproduzir.
Uma nova fase da Operação Mobile 360º foi deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nesta segunda-feira (10), com o envio de notificações diretas a cidadãos que estão portando aparelhos celulares com histórico de furto ou roubo. O esforço conjunto busca combater ostensivamente o comércio clandestino de telefonia móvel e frear a circulação de aparelhos oriundos de práticas criminosas no estado, marca registrada de uma mobilização que já conseguiu restituir mais de 10 mil smartphones desde a sua primeira edição. Em meio ao disparo das comunicações, as autoridades acenderam um alerta importante quanto à segurança contra potenciais golpes.
Conforme o levantamento do caso, os comunicados encaminhados pelas forças policiais não possuem qualquer tipo de link e jamais solicitam senhas, cadastros, documentos, códigos de verificação ou informações pessoais do destinatário. O delegado-geral adjunto de operações, Jorge Figueiredo, fez questão de reforçar expressamente que, em hipótese alguma, tais mensagens conterão direcionamentos para sites, cadastramentos ou pedidos de dados privados da população.
O que fazer
A recomendação oficial para quem for notificado — especialmente aqueles que adquiriram o telefone de boa-fé — é manter a calma e não fornecer nenhuma informação, não clicar em links nem compartilhar códigos. O procedimento correto consiste em comparecer presencialmente à unidade policial informada na própria mensagem para regularizar a pendência. Caso persista qualquer dúvida sobre a veracidade do comunicado, o cidadão pode validar a notificação dirigindo-se a qualquer delegacia. Cumpridas as etapas legais e administrativas necessárias na delegacia, o smartphone poderá ser formalmente devolvido ao seu dono de direito.
Rastreio pelo IMEI
O rastreio dos aparelhos é viabilizado por sistemas de inteligência da Polícia Civil, que realizam o cruzamento de dados para correlacionar o número do IMEI dos telefones bloqueados aos seus proprietários originais e às linhas telefônicas atualmente ativas nesses aparelhos. Para evitar transtornos futuros, a corporação orienta que compradores de telefones seminovos ou usados sempre verifiquem o IMEI do dispositivo antes de fechar o negócio. O número atua como um RG do aparelho e revela se há impedimentos cadastrados, medida indispensável não apenas para afastar prejuízos financeiros, mas também para resguardar o comprador de um eventual enquadramento no crime de receptação, previsto no artigo 180 do Código Penal Brasileiro.

Comentários
Comente a matéria e participe da conversa no Diário73.
Seja o primeiro a comentar esta matéria.